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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Você está gastando seu dinheiro nos lugares errados.


Com o título de "Branding in the Digital Age: You’re Spending Your Money in All the Wrong Places", a Harvard Businness Review redigiu um artigo gigante sobre como a internet tem interferido nos hábitos de consumo e a relação entre consumidores e marcas. Não deixe de acompanhar o case CDJ. Se prepare para uma longa leitura. São 5 páginas de puro conteúdo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Entrevista: Sociedade Hierárquica x Sociedade Colaborativa

No blog "Na hora do cafezinho" do André Moragas do Globo Online, saiu um entrevista com a Joyce Meyer (Jornalista e presidente do iDigo).
No bate-papo é discutido o mercado digital, a relação das empresas, redes sociais, a relação com consumidores e prosumers.
Na página do jornal, a entrevista completa.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Prosumers estão em todos os lugares

A ideia de consumidores influenciando aquilo que consomem através de seus próprios produtos parecia impensável há algum tempo atrás. No entanto, a popularização e consequente facilidade de acesso dos meios de produção e distribuição de conteúdo (como Chris Anderson demonstra no popular A Cauda Longa) tornaram os prosumers uma realidade nem sempre bem vinda pela maioria das empresas.

Henry Jenkins, autor de Cultura da Convergência, apresenta dois casos distintos de grandes companias tentando proteger suas propriedades intelectuais da ação de fãs: a Lucas Film em sua crusada contra os "fanfilms" de Star Wars e a Warner Bros. tentando conter os escritores de "fanfiction" de Harry Potter. 

A indústria do entretenimento, com suas franquias capazes de atrair milhares de fãs apaixonados e inspirados, "sofreu" o fenômeno dos prosumers primeiro, mas isso não quer dizer que ele ficará contido ali. Cada vez mais, vemos a ação da filosofia do consumidor crítico que prefere botar a mão na massa e interferir na marca ou produto com a sua visão do que esperar passivo. Sites como Threadless e o Camiseteria, de design de camisetas onde os próprios compradores submetem e votam nas estampas que querem comprar, são um ótimo exemplo de negócio que souberam captar o poder de seus consumidores.

As empresas que perceberam isso saem na frente e conquistam cada vez mais espaço de uma maneira que parece óbvia para nós, mas ainda é tabu em muitas organizações: ouvindo seus clientes.

Três casos distintos de participação do consumidor contextualizam e representam o poder do prosumer:




Será que esses produtos darão certo? Será que o fã vai ser ouvido pela banda? Talvez. Mas esses exemplos demonstram que o envolvimento do seu consumidor nos seus produtos é cada vez mais um fator crucial para o sucesso dele.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Conheça a Geração Z, os nativos digitais que moldarão o futuro

Claudia Valls
Colaboradora do iDigo – Núcleo de Inteligência Digital, que ministra cursos e consultorias sobre o uso corporativo da web.
Fonte: IDGNow

Você conhece a “Geração Z”? Aposto que sim. São adolescentes e crianças que nasceram entre meados dos anos 90 do século passado até o início desta década. Eles jamais consultaram uma enciclopédia para fazer uma pesquisa de escola, exceto, talvez, a Wikipédia.

Buscam todos os assuntos no Google. Entendem muito mais de tecnologias do que seus pais e usam todos os tipos de software com o conhecimento de quem nasceu com um chip embutido no cérebro.

Não conhecem a vida antes da internet, redes sociais, smartphones, notebooks, iPhones, iPads e e-books. E já se tornaram um grupo expressivo que deve ser levado a sério pelos departamentos de marketing e agências.

Eles fazem suas próprias marcas
A Geração Z é aquela que produz suas próprias marcas. Não se impressionam facilmente com as antigas táticas de publicidade porque eles próprios entenderam que há uma nova forma de marketing, e mais eficiente: os virais e o “self-defining endorsement”, ou seja, o mágico botãozinho do “like”, presente em boa parte das mídias sociais.

Um único “like” vindo de alguém que sobressaia em seu grupo de amigos é capaz de converter vários usuários em clientes de determinadas marcas e grifes.

Os “Zers” transformaram-se em parceiros de marketing das marcas, pois têm o poder de evangelização. O que os publicitários devem fazer para obter êxito em suas campanhas direcionadas a essa geração é distinguir os membros deste grupo (que já é o mais visado, em termos de marketing), pesquisar suas preferências online e usá-las para abordá-los e cativá-los.

E como isso é possível? Usando as mídias sociais como plataformas de mobilização.

Com a alma das redes sociais
Por terem nascidos com as novas tecnologias funcionando a todo vapor e criados “dentro” das redes sociais, essa garotada é calculista, prática, imediatista e tem um poder de concentração menor do que das gerações passadas.

Tudo isso deve ser levado em conta quando se faz um plano de marketing dirigido a esses meninos que, quando chegarem aos 20 anos de idade, serão consumidores tão conscientes como os que têm 30 anos atualmente. Por conta da simulação de jogos sociais como o “Farmville”, a Geração Z praticamente nasceu com tino comercial. Seu mantra poderia ser: “Arrisque menos, mas assuma os riscos certos”.

De olho nessa premissa, o site internacional Lockerz.com, cujo público-alvo é exatamente a Geração Z, lançado em junho de 2009, dispõe de redes sociais, jogos, músicas e vídeose já conta com 12 milhões de cadastrados.

A Lockerz vende itens de marcas, como equipamentos esportivos e de design, artigos eletrônicos e acessórios, além de oferecer planos para produtos digitais, como músicas, vídeos, arte e transfers. É uma loja de departamento online direcionada ao consumidor de 20 anos de idade.

Geração perturbadora
Isso porque, conforme afirmou o CEO da empresa, Kathy Savitt, todo adolescente de 13 anos sonha ter 20 (anos), e todos os indivíduos de 30 anos de idade ainda pensam que tem 20. A empresa, então, oferece tudo o que querem consumir.

Savitt acredita que os Zers serão a geração de consumidores mais perturbadora da história, por causa de sua natureza heterogênea, assim como a forma como usam a internet e o modo como sua fidelidade à marca tem mais a ver com a forma como descobrem coisas novas, em vez de fazerem sempre as mesmas coisas.

A Geração Z está em franca ascensão e tem tudo para se tornar a mais ágil, volúvel e difícil de ser seduzida. O marketing deve ser mais criativo, atraente e interativo e os publicitários têm que escolher a estratégia certa e a mídia adequada para garantir um relacionamento duradouro com esses teens. E a sua empresa, vai perder este bonde?